Ó MISSÃO
O que eu sinto
é algo estranho...
Às vezes penso que uma folha seca,
valsando no ritmo da brisa de uma tarde amena...
sobre o asfalto morno do início crepuscular,
tem mais sentido de existência do que tudo isso.
Em outros momentos, penso que este corpo pacato
tem uma grandiosa missão hollywoodiana
a cumprir na exatidão imaginária dos trópicos,
mas que o próprio objetivo é algo a ser desvendado no percurso
de um suposto salvamento do Destino da humanidade.
Essa senhora responsabilidade imensurável
é algo que a minha alma só sente
quando está em contemplação dos filmes transmitidos no cinema do inconsciente,
nas sessões coruja do sono profundo.
O que sobra neste meu respirar de olhos abertos
é a inquietação questionadora do meu incompleto Ser, Estar e tantos serás.
Um mundo sem respostas, um vazio imenso preenchido por símbolos interrogatórios e reticentes
da própria preguiça de descobrir as verdades aleatórias do instante.
É mesmo estranho...
isso que sinto.
terça, 09 de setembro de 2025