Noda Vermelha em Rosa Branca (reedição)
Quis com singela flor,
lhe presentear
ao te ver tão triste,
a lacrimejar...
Seu meigo olhar não brilhava,
como a lua outrora ensinava.
Uma virtuosa rosa vermelha
despida de qualquer espinho,
brasão de amor que se espelha,
em tantos gestos de carinho.
Como o reflexo seu,
eu quis que a visse bem assim:
a mais bela flor
de um gran jardim.
Rosa vermelha!
Que já foi branca no passado!
Desculpe ter tingido (as suas pétalas)
com o meu sangue derramado.
Tal flor assim me encanta
quando então desabrochada,
como um sorriso estampado
em sua face agraciada.
As lágrimas mancham seu sorriso místico...
há muita coisa a se ler no seu olhar dístico.
Rosa vermelha!
Que já foi branca no passado!
Desculpe ter tingido (as suas pétalas)
com o meu sangue derramado.
Aquela rosa um dia já foi branca
e até já teve espinhos.,
Mas fiz questão de retirar,
os perigos do caminho.
Sem nem mesmo a dor temer,
me perdoe então por ter:
borrado de vermelho com meu sangue,
ao limpá-la pra você.
Como passe de mágica,
eu chorei com suas lágrimas
e senti a sua dor...
Fiz pra que não mais chorasse,
mas que a guardasse,
com profundo amor:
nos jardins de emoção...
do teu coração.
Rosa vermelha!
Que já foi branca no passado!
Desculpe ter tingido (as suas pétalas)
com o meu sangue derramado.
[Chorus]
Rosa vermelha!
Que já foi branca no passado!
Desculpe ter tingido:
as suas pétalas
com o meu sangue derramado.
sexta, 19 de Fevereiro de 2010
reeditado: segunda, 01 de junho de 2026