Rosas Cinzas (reedição) II
Sabe aqueles dias: em que o relógio fica morto?
A hora quase para
e a agonia acelera.
O sol queima sem aquecer;
a noite vem mais cedo
pra antecipar o desespero:
é a lua, (nova),
se ocultando de mim...
inflamando meus anseios.
Pétala que cai
não retorna à flor jamais!
Um coração ferido
nunca mais volta atrás!
Não importa a sua cor,
seco vai ficar cinzento...
as lembranças do amor
restam só no pensamento.
Velha situação:
de não poder estar contigo.
São aqueles dias:
em que o poeta acorda sem inspiração.
faltam letras, palavras...
falta ela!
o labirinto é sem saída
e o abraço vem do chão.
São as horas
em que as rosas ficam cinzas (sem cor)
e os espinhos se avermelham )de dor).
Pétala que cai
não retorna à flor jamais!
Um coração ferido
nunca mais volta atrás!
Não importa a sua cor,
seco vai ficar cinzento...
as lembranças do amor
restam só no pensamento.
Infeliz momento
que a mão agarra o sofrimento...
mas a angústia está no peito
e nada para.:
para dar um jeito.
É o chão se abrindo e o firmamento desabando!
é a arma apontada pro espelho
e o dedo sem força nem coragem:
para ouvir o disparo.
É o coração penando:
de amor,
são os lábios sedentos:
do beijo...
o rosto carente de carícias...
e corpo ardendo:
de desejo.
O perfume da flor
que perdeu o cheiro:
de amor.
Pétala que cai
não retorna à flor jamais!
Um coração ferido
nunca mais volta atrás!
Não importa a sua cor,
seco vai ficar cinzento...
as lembranças do amor
restam só no pensamento.
É tudo isso
multiplicado ao nada que está aqui...
dias em que, pura e simplesmente,
a saudade domina o coração
e os sentidos silenciam...
ante as súplicas da vida em solidão.
É uma pétala atirada ao chão
que não vinga nem brota...
só seca em podridão.
É o tempo congelado
no instante em que me disse adeus e...
não.
domingo, 05 de Abril de 2009
reeditado: quarta, 27 de novembro de 2024
reedição: terça, 02 de junho de 2026