Fantasmas Vivos
Eu fico sentado no sofá,
admirando minha coleção
de discos que eu nem ouço mais.
Penso o que fiz pra me acabar,
o silêncio abraçar a solidão,
dum futuro que não volta atrás.
São memórias e confissões
de minhas antigas paixões!
Me exponho a um sol particular
querendo aquecer a alma
num vazio todo preenchido.
Eu não consigo me encontrar,
aqui não falta nada
o tudo é todo adormecido.
São memórias e confissões
de minhas falidas razões!
Eu sei que não faz tão sentido
chorar pelo que não é seu,
trancado num mesmo limbo
onde o amor já pereceu.
Convivendo com seus fantasmas
de um corpo que não morreu.
O frio faz parte da intimidade
vampiro do meu bem-querer,
nas sombras de um tempo morto.
Meu destino tá pela cidade
aguardando só florescer
nas terras de um seco horto.
São memórias ou previsões?
Nos conflitos das emoções.
Eu sei que não faz tão sentido
chorar pelo que não é seu,
trancado num mesmo limbo
onde o amor já pereceu.
Convivendo com seus fantasmas
de um corpo que não morreu.
Essas flores vivas, mortas ou artificiais,
por corredores, trancas e portas...
num labirinto de escolhas desleais
sob linhas de respostas tortas.
São reflexos de indecisões
Traduzidas em tristes canções.
Eu sei que não faz tão sentido
chorar pelo que não é seu,
trancado num mesmo limbo
onde o amor já pereceu.
Convivendo com seus fantasmas
de um corpo que não morreu.
quarta, 17 de junho de 2026
Max Moraes
Enviado por Max Moraes em 17/06/2026
Alterado em 17/06/2026
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