Contrastes
Beijado pelo sol da manhã
que entra pela minha janela....
acordo como se a noite
ainda exercesse a sua chancela.
O contraste do raio de luz
com a brisa fresca da aurora,
o quente e o frio conduz
o meu corpo à chegada da hora.
O real maculado pela distração
no duelo severo de um coração!
Penso, logo insisto...
não consigo sequer dominar
esse meu sentimento tão misto:
do que foi:
sem sair do lugar.
A visita da lua em meu quarto,
um cortejo da noite singela...
ansioso de frente ao esquadro,
pela volta da tal Cinderela.
O frio que queima aqui dentro,
fronte ao quente que gela lá fora...
um destino sem um pigmento:
restou só cinza quando a cor foi embora.
O real disfarçado pela ilusão
no duelo severo de um coração!
Penso e logo desisto
da loucura de tentar controlar:
esse meu sentimento tão misto,
de quem ficou...
mas aqui não está.
O real desbotado pela solidão
no duelo severo de um coração!
Penso, logo insisto...
não consigo sequer dominar
esse meu sentimento tão misto:
do que foi:
sem sair do lugar.
Penso e logo desisto
da loucura de tentar controlar:
esse meu sentimento tão misto,
do que ficou...
mas aqui não está.
De quem foi
sem sair do lugar...
e do que ficou,
mas aqui não está.
sábado, 26 de setembro de 2026
Max Moraes
Enviado por Max Moraes em 26/09/2026
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